Bom dia a todos,

Após visitar o site, verifiquei que o mesmo é muito completo a nível de esclarecimento, e eu ficaria muito grato se me pudessem ajudar com informações sobre uma situação urgente que estou a atravessar, que é a seguinte:
Em 2007, contratei um empréstimo pessoal no valor de 35.000 euros, para pagar em 84 meses. Na altura tanto eu como a minha esposa trabalhávamos, e residíamos na casa de um dos meus filhos, sendo essa morada utilizada em todo o processo.
Passado algum tempo, a minha esposa ficou desempregada, e apesar da grande dificuldade que nos surgiu e que nos trouxe muitas privações, consegui suportar as contas do empréstimo. Infelizmente em 2010, eu também fiquei desempregado porque a empresa onde trabalhava decidiu extinguir o meu posto de trabalho, e como eu tenho 56 anos, não consegui arranjar trabalho em outras empresas, logo optei por iniciar o meu próprio negócio e avancei com um projecto de venda de sandes com uma roulotte pelo Centro de Emprego, o qual foi aprovado, e comecei a actividade em junho de 2011, da qual hoje tiro o meu sustento e de minha esposa, e dou uma pequena ajuda nas despesas em casa do meu filho.
Durante todo esse tempo consegui pagar o empréstimo sem atrasos, mas com a vinda da crise, a situação agravou e não pude pagar durante 5 meses. Tentei pedir no banco que renegociassem a dívida pois tornara-se insuportável, mas como tinha prestações atrasadas, a renegociação foi indeferida devido às normas do Banco de Portugal. Vendemos algumas coisas e pedimos dinheiro emprestado aos filhos na tentativa de abater as prestações atrasadas, mas não foi suficiente restando ainda uma mensalidade em atraso.
Sem dinheiro, e sem poder renegociar, as prestações voltaram a atrasar, e recentemente recebemos uma carta do banco informando que eu tinha 10 dias para liquidar as prestações em falta, ou seja, duas prestações, mas que infelizmente não temos como saldar, e referido pela carta, irão por meios judiciais efectuar a cobrança total da dívida restante que hoje são cerca de 13000 euros.
As minhas dúvidas são:

Por eu residir na casa do meu filho e ter como minha, a sua morada, desde o período em que adquiri o empréstimo, o recheio de sua casa pode ser penhorado? (visto que ele não tem as facturas de todos os móveis, electrodomésticos, etc.)

Os meus filhos podem ser responsabilizados pela minha dívida com o banco, ou o banco pode penhorar os seus bens para pagar tal dívida?

Do dinheiro que pedi emprestado aos meus filhos, compensei-os com dois carros, os únicos bens que detinha em meu nome, um no valor de 1800 euros e outro no valor de 2500 euros, que foram transferidos para o nome deles. Eles correm o risco de perderem esses carros?

Quanto à roulotte de sandes, eu comprometi-me com o Centro de Emprego a manter a actividade de trabalho por 3 anos, e sendo a mesma a minha única fonte de sustento, pode ser penhorada para o pagamento da divida?

Finalizando eu queria saber qual o melhor rumo a seguir de agora em diante, pois estou totalmente desorientado e passamos noites sem dormir a procura de uma solução para o problema, sentimo-nos mal, pois toda a vida fomos pessoas honestas e sempre cumprimos com os nossos compromissos e hoje estamos nesta desagradável situação. Por isso peço-lhes elucidação e socorro.
Agradeço antecipadamente por toda a vossa atenção,e despeço-me apresentando os meus melhores cumprimentos.

Cordialmente
Carlos

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