MicroCrédito
O Micro Crédito foi criado para pessoas que não conseguem recorrer ao crédito bancário e que querem desenvolver um negócio por contra própria, estamos a falar por exemplo de pessoas desempregadas que não conseguem encontrar um novo emprego.O Micro Crédito vem assim ser uma nova esperança para muitas pessoas desempregadas e outras com recursos limitados para poderem financiar o próprio negócio.
Para se pedir um Micro Crédito tem que existir um projecto previamente bem estruturado, com todo o tipo de informação do negócio a desenvolver.Pode pedir o Micro Crédito se tiver uma das seguintes condições:
* Não ter acesso ao crédito bancário normal
* Não ter incidentes bancários activos
* Estar desempregado, ou em risco de o poder vir a estar ou sem ocupação estável
* Ter um projecto e ideia fundamentada que justifica o desenvolvimento de um negócio
* Pretender criar o seu próprio emprego, para o que possui formação ou experiência
* Revelar uma forte vontade e capacidade de iniciativa para desenvolver o negócio
Para poder solicitar o Micro Crédito não é necessário apresentar garantias, mas é pedido um fiador que garanta cerca de 20/30 % do valor do capital emprestado.O prazo máximo do Micro Crédito é de 48 meses, e o valor máximo de algumas instituições financeiras é de 15/20 mil euros.Para quem tenha um crédito hipotecário e o possa utilizar como garantia em um financiamento,neste casos não é possível recorrer ao Micro Crédito por ter condições de financiamento “em condições normais”.
Para muitos o Micro Crédito é uma solução para um vida instável a nível de emprego, podendo ser uma boa oportunidade para aquele sonho antigo que sempre teve para ter o seu próprio negócio.
Antes de se dirigir a algum lugar para pedir o Micro Crédito, convém estruturar bem as suas ideias, faça um projecto bem feito com as suas ideias bem organizadas, desde experiência no ramo,localização,montante necessário e sustentabilidade futura do negócio são algumas regras base para um projecto bem feito.
Crédito porquê?
*Porque este tipo de pessoas honra os seus compromissos.
A nossa experiência demonstra que, mesmo quando enfrentam sérias dificuldades, as pessoas que mudaram de vida por causa de ter recebido um microcrédito fazem tudo para corresponder à confiança que depositámos nelas.
*Porque o crédito dignifica as pessoas.
Não se trata de fomentar a dependência de subsídios, mas de emprestar fundos a pessoas que terão de os reembolsar.
*Porque o crédito introduz as pessoas no sistema económico e permite a sua inclusão na sociedade.
Prepara-as para desenvolverem a sua actividade de forma autónoma.
*Porque o crédito não exige a formalização imediata da actividade.
Os pequenos negócios precisam de algum tempo para passar da economia
informal à actividade formal.
*Porque o crédito é rotativo e reprodutivo.
Ao longo do tempo consegue-se apoiar, em comparação com os subsídios a fundo perdido, mais pessoas com menos fundos.
*Porque o crédito resulta das poupanças dos cidadãos e das
empresas.
Habitualmente não nos perguntamos em que aplicam os bancos as poupanças que lhes entregamos. Mas, do ponto de vista ético, o microcrédito é, seguramente, uma aplicação da nossa poupança bem mais interessante do que outros tipos de financiamentos.
Em todo o mundo, cerca de 12 mil instituições concedem micro-empréstimos a perto de 50 milhões de pessoas, totalizando créditos totais superiores a 5,5 mil milhões de Euros.
Na União Europeia, uma em cada duas empresas é uma empresa a título individual.
Dar crédito a quem não o tem?
Ao contrário do que se pensa, a experiência em outros países tem demonstrado que os micro-serviços e as pequenas produções criadas por pessoas que o mercado de trabalho não absorve podem ter sucesso e gerar excedentes que permitam pagar os empréstimos contraídos.
Os próprios bancos começam a aceitar que tal seja possível. Tudo depende das capacidades da pessoa em causa, do bom desenho do negócio e do acompanhamento durante os primeiros tempos.
Para aumentar as hipóteses de sucesso deste tipo de iniciativas económicas, sem tornar incomportável o custo do crédito, é preciso:
*Conhecer bem as pessoas – é por isso que a Associação só aceita facilitar o acesso ao crédito de pessoas referenciadas localmente ou que inspirem confiança aos nossos agentes.
*Autonomizar os custos no apoio à melhoria de cada plano de negócios – tarefa que a Associação realiza com os candidatos a micro-empresário e em parceria com as instituições locais.
*Reduzir os riscos do crédito concedido – objectivo que obriga à escolha criteriosa das pessoas e dos projectos a financiar; à procura de fiadores locais; e à manutenção de um “fundo de garantia” que possa intervir em caso de dificuldade de pagamento.
*Acompanhar a evolução do negócio e os pagamentos do empréstimo – trabalho a ser feito pelos agentes e animadores locais contratados pela Associação Nacional de Direito ao Crédito.
Crédito para quê?
*Para desenvolver uma actividade económica, criar o seu próprio posto de trabalho ou a sua micro-empresa.
Com base num plano de actividade, de serviço ou de negócio.
*Para não ficar à espera dos apoios públicos.
Muitas das ideias, condições e circunstâncias que permitem a viabilidade de pequenos negócios não podem esperar por subsídios meses a fio para arrancarem.
*Para as pessoas permanecerem livres de aplicar os fundos no que realmente precisam.
A maioria dos apoios públicos “consigna” os subsídios às “despesas elegíveis” que cada programa aceita. Ao contrário, o crédito não é concedido a parcelas específicas de cada projecto, nem é entregue só após a apresentação das facturas comprovativas do investimento.
Alguns dados foram recolhidos no:www.microcredito.com.pt/
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