Cuidados a ter com os burlões de crédito
Hoje em dia são cada vez mais os portugueses que se vêem abraços com problemas financeiros decorrentes das dificuldades de pagar os créditos que se foram acumulando por motivos diversos. Por isso, muitos optam pela solução de consolidar os créditos, o que nem sempre é resposta para pôr cobro às situações, pois as empresas de crédito restringem bem mais as normas para conceder financiamento a estas pessoas. E nestes casos, a última solução é recorrer a “consultores financeiros” que anunciam poder resolver todos os problemas, independentemente da gravidade dos mesmo. É precisamente para acabar com este mito que reunimos um conjunto de conselhos para ajudá-lo a não cair no “conto do vigário” e deixar-se iludir com propostas que de verdadeiras nada têm e só irão agudizar uma situação que por si só já é complicada.
Desconfie de quem promete “soluções milagrosas”, pois estas não existem. Há muitos “profissionais” que colocam anúncios onde afirmam ser capazes de “limpar” o nome das pessoas com problemas no Banco de Portugal (BdP) devido a incumprimentos vários. Isto é um mito, porque apenas a liquidação dos valores em falta elimina o seu nome da “lista negra” do BdP, e mesmo assim leva entre um a dois meses até que isso aconteça depois de regularizada a situação;
Nunca pague quantia nenhuma a alguém que não lhe pede quaisquer papéis sobre o estado dos seus créditos. Geralmente é-lhe “somente” pedido que pague um valor inicial para que se dê um crédito imediato ou interceda junto da entidade credora, mas isso é um embuste. Não se pode afirmar que é possível resolver um caso quando não se conhecem as bases do mesmo e as condições em que se encontra o cliente;
Mesmo quando lhe são facultadas informações sobre a conta para a qual transferir o dinheiro, nunca o faça sem as devidas garantias e provada a total credibilidade do “consultor”. É verdade que a maioria dos farsantes utilizam o anónimo Western Union para receber o dinheiro, mas mesmo quando há uma conta bancária com titular é difícil tomar acções legais contra este em caso de vigarice;
Exija deslocar-se ao escritório do “profissional” antes de realizar qualquer operação ou facultar dados quaisquer dados pessoais. Esqueça pontos de encontro públicos como cafés ou bares e aceite unicamente marcar uma reunião num local indicado para o efeito;
Entrem em contacto com a DECO (Associação Portuguesa para a Defesa dos Consumidores ), GOEC (Gabinete de Orientação ao Endividamento dos Consumidores) ou APUSBANC CONSUMO (Associação Portuguesa de Usuários de Serviços Bancários) e peça que lhe façam a avaliação do seu caso. O mais natural é que lhe forneçam conselhos de como proceder da forma mais adequada, nomeadamente indicando-lhe a que instâncias se podem recorrer para ajudar na resolução dos problemas que possa ter.
As cinco dicas referidas são apenas algumas do conjunto de conselhos que podem ser dados para a prevenção de situações que gerem mais “dores de cabeça” do que aquelas em que a maioria das pessoas que recorre a estes métodos derradeiros já tem. Não entre em pânico e procure resolver a dificuldade de forma sensata, contando com a ajuda adequada de instituições credíveis e devidamente acreditas para o efeito, pois caso contrário irá tomar como verdadeira qualquer solução milagrosa que lhe apareça pela frente. Não há Santo Graal para estas questões, por isso, não acredite em tudo o que lê, vê ou ouve. Confirme severamente antes de tomar uma decisão final.
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